Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira, 22 de maio, que o combate ao feminicídio envolva a atuação dos Três Poderes, punição rigorosa e educação desde a infância, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil. A proposta visa inserir o tema no currículo escolar e abordar o assunto em diferentes esferas sociais.
Lula afirmou que o enfrentamento à violência contra mulheres não deve ser responsabilidade exclusiva das instituições, destacando que homens precisam se engajar na mudança de comportamento. “O menino tem que aprender na escola, desde pequeno, que ele não é melhor do que a mulher, que tem que ser igual e aprender a respeitar”, destacou o presidente.
Durante a cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, realizada em 20 de maio, o presidente assinou atos que preveem projetos de lei e decretos voltados à ampliação da proteção das mulheres, fortalecimento dos mecanismos de responsabilização de agressores e reforço da segurança digital.
Segundo Lula, essas medidas foram elaboradas em resposta ao aumento da visibilidade de episódios de violência contra mulheres na mídia. O pacto reúne ações conjuntas do Poder Judiciário, do Senado e da Câmara dos Deputados com o objetivo de articular políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio.
Desde o início da iniciativa, o governo registrou a aprovação de 11 leis, edição de 4 decretos e 24 decisões no Executivo. Foram realizadas mais de 6,3 mil prisões em operações coordenadas pelo Ministério da Justiça. As Casas da Mulher realizaram 148 mil atendimentos desde janeiro, e o Ligue 180 teve aumento de 14% nos atendimentos e 23% nas denúncias no primeiro trimestre de 2026.
Na entrevista, Lula ainda abordou políticas de mobilidade social por meio da educação e defesa da igualdade racial. Ele mencionou o programa Pé-de-Meia, ampliado para incentivar a permanência dos jovens na escola e a formação de professores. Segundo o presidente, 500 mil jovens de 14, 15 e 16 anos deixavam o ensino médio por necessidade de trabalhar e contribuir no orçamento familiar.






