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Lula defenderá reforma do Conselho de Segurança em discurso na 81ª Assembleia da ONU


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja defender a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, prevista para ocorrer em Nova York na próxima terça-feira (23/9). Segundo integrantes do governo, Lula pretende reiterar o pedido de mudanças na composição dos membros permanentes do conselho, tema já tratado em seus discursos anteriores no evento.

O chefe do Executivo brasileiro argumenta que a atual estrutura do Conselho de Segurança privilegia os interesses dos cinco membros permanentes, dificultando ações efetivas para evitar guerras e mediar conflitos. Desde seu primeiro mandato, Lula insiste na necessidade de ampliar o colegiado e garantir maior representatividade internacional. “É preciso que o Conselho de Segurança esteja plenamente equipado para enfrentar crises e lidar com as ameaças à paz […] sua composição — em especial no que se refere aos membros permanentes — não pode ser a mesma de quando a ONU foi criada há quase 60 anos”, afirmou o presidente em discurso na Assembleia de 2003.

A inclusão do Brasil como membro permanente do Conselho é uma demanda histórica do Itamaraty, que também defende a presença de um representante africano. No cenário atual, a possibilidade é considerada difícil por analistas, já que os países com assentos permanentes resistem à ampliação do grupo. O impasse ficou evidente em discussões recentes do Conselho diante da guerra entre Rússia e Ucrânia, nas quais o veto russo barrou resoluções contrárias a seus interesses.

A declaração conjunta dos Brics, aprovada no último encontro realizado na Índia, também enfatizou o apoio da China e da Rússia à maior participação do Brasil e da Índia na ONU e em seu Conselho de Segurança. O Conselho é formado por cinco membros permanentes — China, França, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia — com poder de veto, além de dez membros rotativos eleitos por dois anos. O Brasil, tradicionalmente, é o primeiro país a discursar na Assembleia Geral da ONU.