Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou neste sábado, no Rio de Janeiro, a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Lula afirmou que o Brasil, ao investir em ciência, tecnologia e inovação, não é menor nem menos competitivo do que outros países.
Durante o evento, Lula destacou que o novo centro reforça a capacidade nacional de desenvolver tecnologia de ponta e afirmar autonomia na área da saúde. Em seu discurso, declarou que “esse centro tecnológico dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém”.
O presidente defendeu a necessidade de investimentos contínuos em pesquisa científica, criticando a percepção de que projetos científicos são apenas despesas sem retorno imediato. Para Lula, avanços em áreas estratégicas como saúde, energia e inovação dependem diretamente de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, com muitos resultados só aparecendo a longo prazo.
Lula ressaltou que governos costumam enfrentar resistências internas ao propor investimento em ciência e tecnologia. Segundo ele, uma das principais críticas refere-se ao custo financeiro, mas enfatizou que o debate deve considerar também o impacto negativo de não investir nesses campos essenciais.
A nova sede do CDTS foi apresentada pelo governo federal como estratégica para ampliar a produção de tecnologias voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O espaço será dedicado ao desenvolvimento de vacinas, medicamentos, biofármacos, testes diagnósticos e soluções inovadoras para a saúde pública.
O CDTS foi criado em 2002 com apoio do Ministério da Saúde e atua na integração entre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico. A nova estrutura, com aproximadamente 15 mil metros quadrados, funcionará como polo de inovação, reunindo pesquisadores e parceiros nacionais e internacionais. O evento também marcou o lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T e a entrega de veículos para programas federais de saúde no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, o fortalecimento da produção científica e da indústria da saúde tem ganhado destaque após debates sobre soberania sanitária e a dependência internacional em crises de saúde.





