Da redação
Lula e Flávio Bolsonaro são apontados como principais pré-candidatos à Presidência na disputa eleitoral, marcada por alta rejeição, entraves em grandes colégios eleitorais e ausência de uma terceira via competitiva, segundo análises políticas recentes. Ambos enfrentam desafios específicos em estados estratégicos e buscam alianças para fortalecer suas candidaturas.
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro perdeu apoio de Cláudio Castro, retirado da chapa após investigações da Polícia Federal e operações como “Sem Refino” e “Unha e Carne”, que também resultaram na prisão de Márcio Canella. Canella, aliado do União Brasil e ex-prefeito de Belford Roxo, segue como ponto sensível; sua permanência ou afastamento pode afetar o apoio do partido à campanha de Flávio.
Ainda no estado fluminense, Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua base ao articular Eduardo Paes para o governo estadual, além de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) para o Senado. Washington Quaquá foi confirmado para coordenar a campanha no Rio, visto como figura de perfil controverso. Em São Paulo, pesquisas apontam empate entre Lula e Flávio, porém Tarcísio de Freitas aparece com vantagens locais, enquanto Marina Silva e Simone Tebet disputam vaga ao Senado apoiadas por Lula.
Em Minas Gerais, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro ainda não definiram candidatos para o governo estadual, cenário que gera especulação sobre possíveis alianças e o papel do ex-governador Romeu Zema no apoio a uma das chapas. Simone Tebet defendeu sua ligação com São Paulo ao ser criticada por Tarcísio por não ser do estado, afirmando: “Sou corintiana, não flamenguista, e pago imposto no Estado há dez anos. E ele?”.



