Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira, 15 de abril, com representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto, em Brasília, após uma marcha de trabalhadores pela cidade. No encontro, Lula recebeu um documento com 68 reivindicações da classe trabalhadora para 2026 a 2030, definidas durante a plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat) 2026.
Entre as principais propostas destacam-se o fim da escala 6×1, redução da jornada sem corte salarial, fortalecimento da negociação coletiva, regulamentação do trabalho por aplicativos, combate à pejotização irrestrita e medidas de enfrentamento ao feminicídio. Lula ressaltou a importância do diálogo com os sindicatos e afirmou: “não é sempre que a classe trabalhadora pode chegar ao palácio do presidente”.
O presidente lembrou ter enviado ao Congresso, na terça-feira (14), projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas sem perda salarial. Ele pediu apoio das centrais na aprovação da proposta: “A luta não termina com isso, começa. Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de lutar pelos trabalhadores”.
Durante a reunião, Lula assinou proposta de Projeto de Lei que regulamenta a negociação das relações de trabalho e representação sindical de servidores e empregados públicos. O texto determina negociações obrigatórias em cada Poder e órgão autônomo, além de garantir direito à organização sindical e licença remunerada para mandatos sindicais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância dos sindicatos na democracia e citou avanços econômicos. O ministro Luiz Marinho enfatizou o espaço para apresentação de demandas das centrais, enquanto Guilherme Boulos apontou falta de avanços na jornada desde 1988. Os líderes sindicais destacaram a necessidade de enfrentar resistências empresariais e a inclusão de temas como inteligência artificial e combate à violência contra a mulher na agenda sindical.






