Da redação do Conectado ao Poder
Conflitos entre Planalto, Congresso e estados destacam um ano marcado por embates e desafios econômicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra 2024 com o cenário político turbulento, marcado por crises no relacionamento entre o Executivo e os outros poderes. Após as eleições gerais, a oposição saiu fortalecida, impondo obstáculos à formação de uma base parlamentar sólida para o governo, essencial para aprovar projetos prioritários e garantir governabilidade.
O embate se estendeu aos estados, com governadores de peso como Ronaldo Caiado (Goiás), Romeu Zema (Minas Gerais) e Tarcísio de Freitas (São Paulo) se opondo ao governo federal em pautas importantes. A falta de consenso resultou em paralisações de repasses e bloqueios a políticas regionais, aprofundando o desgaste entre os entes federativos. Além disso, a condução de emendas parlamentares, como as chamadas “emendas pix”, acirrou ainda mais o clima de disputa entre Planalto e Congresso.
No campo econômico, o Brasil viveu um ano de alerta fiscal. A dívida pública chegou a 78,6% do PIB até outubro, e projeções indicam um crescimento para 102,3% até 2030. Apesar de pacotes fiscais e ajustes financeiros, o governo enfrenta dificuldades para cumprir metas de redução da dívida e reverter o déficit orçamentário. Essa realidade reforça as críticas sobre a condução econômica do governo e intensifica os debates sobre cortes e controle de gastos.
Com o fim do ano, Lula busca reverter o desgaste acumulado e retomar o diálogo institucional como estratégia para conter os conflitos. A expectativa para 2025 é se o governo conseguirá, enfim, superar os desafios políticos e econômicos que definiram 2024 e se posicionar de forma mais estável frente a aliados e opositores.




