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Lula evita impor subsídio “à força” para reduzir diesel e busca acordo com governadores em meio à alta dos combustíveis

Por Alex Blau Blau

Presidente defende negociação, critica gestão anterior e menciona possível punição diante de aumentos considerados abusivos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (1º/4) que não pretende impor de forma obrigatória um subsídio aos estados para reduzir o preço do diesel. Segundo ele, a prioridade do governo federal é construir um entendimento com os governadores para enfrentar a alta dos combustíveis.

Durante declaração, o presidente indicou que continuará apostando no diálogo como caminho para viabilizar medidas que aliviem o bolso dos consumidores, evitando decisões unilaterais. Ainda assim, adotou um tom mais duro ao comentar aumentos considerados injustificados, afirmando que, se necessário, será preciso responsabilizar envolvidos, inclusive com punições mais severas.

Luiz Inácio Lula da Silva também fez questão de diferenciar as ações atuais das adotadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando que o cenário econômico e internacional é distinto. Segundo ele, as medidas do governo atual não seguem a mesma lógica das implementadas anteriormente.

O presidente relacionou ainda a pressão sobre os preços dos combustíveis ao contexto externo, citando tensões no Oriente Médio e impactos de conflitos internacionais. Nesse cenário, lembrou que a decisão de zerar impostos federais sobre o diesel, anunciada em março, buscou justamente amenizar os efeitos dessas oscilações.

A fala ocorre em um momento de desafios econômicos e também de movimentação política, já que Luiz Inácio Lula da Silva deve disputar a reeleição neste ano, tendo o controle dos preços como um dos temas centrais do debate público.