Da redação
Os grupos políticos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divergem sobre o significado da última pesquisa Datafolha. O levantamento mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 32%. No segundo turno, Lula aparece com 47% ante 43% do senador, segundo o Datafolha.
Entre aliados de Lula, a avaliação é de alívio por a diferença ter oscilado apenas dentro da margem de erro, mesmo diante do desgaste causado por revelações envolvendo Fábio Luís, filho do presidente, e seu ex-chefe de gabinete, com a lobista Roberta Luchsinger. “Dadas as circunstâncias em que estamos sofrendo um massacre”, afirmou Marco Aurélio Carvalho, advogado do presidente e de Fábio Luís, para quem o resultado é “excepcional”. Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT, afirmou que a pesquisa mostra estabilidade e que Lula segue como favorito.
No lado de Flávio Bolsonaro, a interpretação é de que a distância para Lula está diminuindo, consolidando-o como o único capaz de vencer o petista, diante de outros concorrentes abaixo de 5%. Parte da campanha acredita que notícias negativas sobre Fábio Luís ainda não impactaram totalmente o eleitorado. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que acompanhou Flávio em comícios, afirmou: “O Lula está derretendo, o caso Lulinha está nos ajudando e a gente vai vencer essa eleição”.
Fábio Luís é investigado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República requereu que o caso seja remetido à primeira instância, pois não envolve pessoas com foro especial. A Polícia Federal identificou suposta “comunhão de interesses” entre ele e Luchsinger. Tanto Fábio Luís quanto Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, negam irregularidades e criticam vazamentos de informações sobre as investigações.





