Da redação
O presidente Lula orientou seus auxiliares a restabelecer o diálogo com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, após derrotas do governo na semana passada. A orientação ocorreu em Brasília, entre terça (5) e quarta-feira (6), buscando reaproximação após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e da derrubada de veto presidencial.
O primeiro contato após a rejeição de Messias ocorreu em reuniões entre Alcolumbre e os ministros José Múcio (Defesa) e José Guimarães (Relações Institucionais). Ambos ministros foram recebidos na residência oficial do Senado em encontros considerados cordiais, nos quais o governo buscou avaliar o clima com o presidente do Senado.
Interlocutores relatam que Lula recomendou seguir com o rito institucional, mesmo após o mal-estar. Alcolumbre, que preferia a indicação de Rodrigo Pacheco ao STF em vez de Jorge Messias, teria atuado para dificultar a aprovação do indicado, embora negue publicamente interferência no resultado, que terminou 42 a 34 contra Messias.
Segundo relatos, a conversa de Múcio com Alcolumbre buscou medir o posicionamento do senador e de Pacheco em relação ao governo. Alcolumbre sinalizou disposição para dialogar e afirmou que a votação contra Messias não comprometia a relação política com Lula nem a possível candidatura de Pacheco pelo PT.
Pacheco informou que deve decidir sobre sua candidatura ao governo até o final de maio, aguardando segurança do apoio de Lula e do PT. Segundo aliados, Alcolumbre manteve portas abertas com o Executivo, reconhecendo aproximação com a oposição, mas negando união com Flávio Bolsonaro.
Apesar da avaliação interna de que Alcolumbre teria dificultado avanços do governo, membros do Executivo ponderam que um rompimento não é viável, pois Lula ainda depende da aprovação de projetos no Congresso antes das eleições, como o que propõe alteração na escala seis por um de trabalho.







