Da redação
Cerca de 20 ministros do governo Lula (PT) devem deixar suas pastas para concorrer a cargos públicos nas eleições deste ano, buscando fortalecer a base do presidente nos estados. O número inclui tanto ministros que já manifestaram intenção de se afastar quanto aqueles que hoje ocupam cargos eletivos e podem pleitear reeleição.
Entre as saídas já confirmadas, destaca-se a de Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que concorrerá ao Senado pelo Paraná após pedido direto de Lula. A ministra, deputada federal licenciada, terá sua vaga assumida interinamente por Marcelo Costa, secretário-executivo da pasta. Rui Costa (Casa Civil) também deve sair para disputar o Senado ou o governo da Bahia, enquanto Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) deixará o cargo em junho para coordenar a campanha de Lula à reeleição.
No total, 12 ministros fora do Palácio do Planalto já confirmaram que deixarão suas funções. Entre eles estão Anielle Franco (Igualdade Racial), que tentará vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro; Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Carlos Fávaro (Agricultura), ambos buscando reeleição; e Jader Filho (Cidades), que disputará a Câmara pelo Pará.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), anunciou em dezembro que não disputará a reeleição, após pedido de Lula. Simone Tebet (Planejamento), atualmente no MDB, avalia migrar ao PSB para concorrer ao Senado por São Paulo, enquanto Marina Silva (Meio Ambiente) também aparece como possível candidata ao Senado pelo estado.
Outros ministros cotados para disputar cargos são Camilo Santana (Educação), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Renan Filho (Transportes), este último confirmado na disputa pelo governo de Alagoas. Já membros de perfis mais técnicos, como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Esther Dweck (Gestão e Inovação) e José Múcio (Defesa), devem permanecer no governo durante o período eleitoral.






