Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Mercosul inicie negociações para um acordo comercial com a China durante a Cúpula de Chefes de Estado, realizada em Assunção, Paraguai. Segundo Lula, o bloco já avança em diálogos com Canadá, Índia e Vietnã e lança, nesta cúpula, negociações para uma parceria econômica com o Japão.
O presidente aproveitou sua fala para criticar alinhamentos automáticos e escolhas excludentes na política externa. “Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes”, afirmou. Lula também destacou a importância econômica e política dos 35 anos do Mercosul diante de desafios globais recentes, como o avanço do protecionismo e o aumento das guerras.
Participaram da reunião os chefes de Estado do Chile, Paraguai, Uruguai, Equador e Bolívia, exceto o presidente da Argentina, Javier Milei, que cancelou a presença após a renúncia de seu chefe de gabinete, Manuel Adorni, acusado de enriquecimento ilícito. Entre as discussões, a criação do novo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) foi tema central, com o Brasil se comprometendo a aportar US$ 100 milhões anuais ao mecanismo.
O Mercosul também avançou em temas de segurança regional, propondo um pacto de combate ao feminicídio e à violência contra mulheres, além de apoiar o funcionamento do escritório da Interpol em Buenos Aires. Entre seus membros estão Argentina, Bolívia (em processo de adesão), Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela (suspensa), somando 73% do território e cerca de 70% do Produto Interno Bruto sul-americano.





