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Lula recupera fôlego com IR e soberania, mas Lulinha e Venezuela trazem riscos para ano eleitoral


Da redação

O presidente Lula (PT) inicia o ano eleitoral fortalecido por pautas nacionais e internacionais que consolidaram sua imagem como defensor da soberania brasileira. O cenário contrasta com o início de 2023, quando o governo se esforçava para conter desgastes após crises envolvendo o Pix e notícias falsas, temas que foram explorados pela oposição, principalmente no debate econômico.

No entanto, Lula enfrenta desafios em 2024, como a crise política na Venezuela, investigações envolvendo seu filho Fábio Luís, e indefinições na formação de alianças em estados estratégicos, como Minas Gerais. Apuração da Polícia Federal revelou que uma empresária amiga de Lulinha recebeu R$ 300 mil por ordem do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, fato que a oposição tenta ligar a escândalos de desvios no instituto.

Lula respondeu defendendo as investigações e afirmou que, se seu filho estiver envolvido, “deverá ser investigado”. No campo internacional, embates com os Estados Unidos, acirrados por tarifas e sanções à figuras do STF, permitiram ao presidente resgatar o discurso de soberania nacional, tradicionalmente explorado pela direita brasileira.

Nos bastidores, o governo planeja evitar que temas internacionais dominem o debate eleitoral. Segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), as conquistas econômicas, redução do desemprego, controle da inflação e aprovação de pautas como isenção do Imposto de Renda devem ser o foco. O slogan do governo foi alterado para “Do lado do povo brasileiro”, reforçando o combate a privilégios.

Entretanto, o presidente enfrenta resistência do Congresso sobre emendas parlamentares, especialmente após bloqueios determinados pelo STF. Lula critica o volume das emendas impositivas e aposta em negociações com o centrão e nomes competitivos em estados-chave. Para fortalecer os palanques estaduais, orientou seus ministros a deixarem os cargos a partir de abril para disputar eleições.