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Lula se reúne com Trump em Washington para discutir segurança e relações comerciais


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou nesta quarta-feira (6) para Washington, onde participará, na quinta-feira, de uma reunião com o presidente americano, Donald Trump. O encontro busca discutir temas sensíveis e ocorre em meio à tentativa de Lula de melhorar sua imagem no Brasil às vésperas das eleições de outubro.

Lula, de 80 anos, e Trump, de 79, representam polos ideológicos opostos e mantêm uma relação de dificuldades históricas. Esta será apenas a segunda reunião oficial entre ambos, após um primeiro encontro realizado na Malásia, em 2025. Na ocasião, houve um gesto de aproximação, acompanhado da flexibilização de tarifas punitivas dos Estados Unidos ao Brasil.

Desde então, o cenário internacional registrou transformações significativas, como a queda de Nicolás Maduro na Venezuela e a eclosão de um conflito armado envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã. Internamente, Lula chega enfraquecido, após derrotas no Congresso, e está empatado nas pesquisas presidenciais com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Lula, crítico de ações externas de Washington, afirmou em abril: “Sou contra que qualquer país do mundo se intrometa e exerça interferências políticas”. Já o deputado Rubens Pereira Júnior destacou otimismo quanto à reunião, e o professor Oliver Stuenkel afirmou que Lula busca “fortalecer a relação pessoal com Trump” para evitar eventuais interferências nas eleições.

Entre os principais temas da agenda está a segurança, especialmente o combate ao crime organizado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o Brasil quer ampliar a cooperação bilateral contra cartéis de narcotráfico. Em abril, Brasil e Estados Unidos firmaram acordo envolvendo o compartilhamento de dados e inspeção de contêineres com raios X.

Outro tema central é a exploração das reservas brasileiras de terras raras, nas quais os Estados Unidos desejam investir. O Brasil, detentor das segundas maiores reservas globais, quer, segundo Durigan, promover a industrialização local e parcerias acadêmicas. Os americanos também investigam o impacto do sistema Pix, que superou cartões com 7 bilhões de operações em janeiro, na competitividade de suas empresas.