Da redação
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recém-filiado ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentou relatório da CPI do INSS com foco nas fraudes em aposentadorias e pensões, direcionando a maior parte das acusações ao governo Lula (PT). Apesar de a investigação abranger o período de 2015 a 2025, o nome de Lula aparece 37 vezes no relatório, enquanto Bolsonaro é citado apenas cinco vezes, excluídas as menções em depoimentos e reportagens reproduzidas.
No relatório de 4.340 páginas, Gaspar destaca que o desconto de mensalidades de associações e sindicatos em aposentadorias aumentou de forma expressiva após 2022, atingindo patamar bilionário durante o governo Lula. “Podem inventar a narrativa que desejarem, mas os números não mentem. No atual governo, as organizações criminosas se sentiram livres para aperfeiçoar suas técnicas”, afirmou Gaspar.
O relator, que pretende concorrer ao Senado ou ao governo de Alagoas, praticamente omitiu nomes da cúpula do governo Bolsonaro ao tratar de fraudes. A gestão do ex-secretário de Previdência Leonardo Rolim é classificada como “ponto de inflexão” das irregularidades, sem citar Bolsonaro, Paulo Guedes ou Rogério Marinho. Marinho, líder da oposição no Senado, não é mencionado no relatório.
Gaspar sugeriu o indiciamento de 216 pessoas, mas o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ocupa destaque: são 12 páginas no relatório, que ainda pede sua prisão preventiva, diferentemente dos demais nomes. As acusações a Lulinha não estão diretamente relacionadas aos desvios no INSS, mas a possível influência em órgãos do governo federal.
Durante a leitura do relatório na CPI, Gaspar leu integralmente o pedido de indiciamento de Lulinha, um tratamento diferente comparado aos demais citados. Já nomes centrais no suposto esquema de fraudes aparecem em até cinco páginas cada.





