Da redação
Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestam preocupação com o que definem como “desgaste natural” da imagem do petista. Apesar de Lula tentar demonstrar vitalidade aos 80 anos, aliados destacam que ele participa de disputas presidenciais desde 1989, o que, segundo assessores, gera cansaço no eleitorado e se reflete nas pesquisas de popularidade.
Levantamento Ipsos-Ipec, divulgado em 10 de março, mostra que 33% dos brasileiros avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 40% o consideram ruim ou péssimo. A avaliação positiva, somando ótimo e bom, está abaixo do patamar de governantes que se reelegeram ou fizeram sucessores, a sete meses da eleição.
Para ampliar a aprovação, o governo intensificou viagens de Lula para participar de inaugurações de obras e eventos de programas federais, estratégia limitada pela legislação eleitoral, que proíbe inaugurações a partir de 4 de julho. Na sexta-feira, 20, Lula visitou Betim e Sete Lagoas, em Minas Gerais, onde entregou ônibus escolares e anunciou investimentos da Petrobras.
O Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral e reduto da família Bolsonaro, também recebe atenção. Em março, Lula participou da entrega de apartamentos populares, inaugurou obras viárias e setores hospitalares, além de anunciar investimentos da BYD. Nos dois estados, o governo tenta associar entregas públicas à imagem do presidente.
Apesar das ações, pautas populares, como isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o projeto de tarifa zero para transporte público, ainda não tiveram impacto. A isenção, aprovada em novembro, não vale para a declaração deste ano e a proposta de tarifa zero sequer começou a ser discutida no Congresso.







