Da redação
A mãe da policial militar Gisele Alves Santana afirmou estar aliviada com a prisão do genro, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa. Em entrevista exibida nesta sexta-feira (20) pela TV Globo, Marinalva Alves declarou: “Aliviada só de ver esse monstro preso. Para mim, ele sempre foi um monstro”.
Geraldo Neto, de 56 anos, foi preso na quarta-feira (18) sob suspeita de feminicídio, fraude processual e violência doméstica. Ele é investigado pela morte da soldado Gisele, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no centro de São Paulo.
Inicialmente considerado suicídio, o caso passou a ser classificado como feminicídio durante a apuração. Laudos da Polícia Técnico-Científica apontam que o oficial teria disparado contra a esposa, abordando-a por trás, segurando sua boca e mandíbula antes de atirar com a pistola, que era de sua propriedade.
No depoimento, o tenente-coronel afirmou que Gisele se matou enquanto ele tomava banho. No entanto, vestígios de sangue foram encontrados no banheiro, em paredes, no piso, em roupas e em uma toalha, além do próprio box. Para o Ministério Público, essas evidências contradizem a versão de que Neto não teria contato com o sangue ou manipulado a cena.
A defesa do oficial afirmou que a prisão, determinada pela Justiça Militar, foi ilegal. Já a mãe de Gisele questionou desde o início a hipótese de suicídio e pediu justiça. “Desde o começo eu sabia que não tinha sido suicídio. Minha filha não faria isso. Que ele pague pelo que fez”, concluiu.







