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Mais de 100 países participam do Fórum da ONU sobre Pacto Global para Migração


Da redação

Mais de 100 países participam, neste 5 de maio, em Nova Iorque, do segundo Fórum de Revisão da Migração Internacional (Imrf). O encontro consiste na principal plataforma global para que Estados avaliem o andamento do Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, visando fortalecer cooperação internacional.

O evento ocorre por meio de um processo estruturado e periódico, no qual Estados-membros analisam a implementação do pacto, discutem soluções, identificam lacunas e definem resultados direcionados para os próximos quatro anos. O objetivo central é orientar esforços coletivos ao longo de todo o período seguinte à reunião.

A diretora-geral da Organização Internacional para Migrações, Amy Pope, afirmou em mensagem de vídeo que “o Fórum é uma plataforma onde os países podem aprender uns com os outros e onde as regiões e os setores podem fortalecer a cooperação. Uma plataforma para transformar os compromissos em ação”, ressaltando a troca de experiências entre nações.

De acordo com a OIM, participam do Fórum representantes de governos, sociedade civil, sindicatos, migrantes, autoridades locais e outros atores interessados. O objetivo é promover diálogo global inclusivo e partilhar boas práticas, ampliando a cooperação sobre prioridades comuns em migração e identificando soluções para desafios atuais.

Os dados da OIM de 2024 apontam a existência de 281 milhões de migrantes internacionais. Entre 2000 e 2022, as remessas enviadas por migrantes aumentaram de US$ 128 bilhões para US$ 831 bilhões, um crescimento de 650%, superando investimentos estrangeiros diretos e impulsionando o PIB de diversos países em desenvolvimento.

A primeira edição do Fórum aconteceu em maio de 2022, em Nova Iorque, com representação de diversos Ministérios, autoridades locais e demais partes interessadas. Na ocasião, os Estados adotaram uma Declaração de Progresso e solicitaram à ONU recomendações para fortalecer assistência a migrantes desaparecidos e em situação de vulnerabilidade.