Início Distrito Federal Mais de 30% dos adultos no DF sofrem com insônia

Mais de 30% dos adultos no DF sofrem com insônia


Da redação

Segundo perfil epidemiológico divulgado em 2024 pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), 31,1% dos adultos residentes no DF relatam sofrer de insônia. O levantamento mostra ainda que 20% dessa população dorme menos de seis horas por noite. Esses dados foram coletados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, com informações de 2006 a 2024. Indicadores ligados ao sono passaram a ser monitorados no Vigitel a partir deste ano.

O informativo também apresenta estimativas acerca da incidência e distribuição sociodemográfica dos principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes mellitus e depressão, em todas as capitais brasileiras e no DF.

A pneumologista e médica do sono Géssica Andrade, do Ambulatório do Sono do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), alerta para os impactos negativos das noites mal dormidas. “No dia a dia, a primeira a sentir é a cabeça: dificuldade de concentração, lapsos de memória, raciocínio mais lento, irritação fácil e sensação de estar sempre no limite. Com o tempo, isso vai pesando também no emocional, aumentando a ansiedade, o estresse e até os sintomas depressivos”, afirma a especialista.

Segundo Andrade, dormir pouco pode desorganizar hormônios importantes, aumentar a fome, facilitar o ganho de peso, dificultar o controle do açúcar no sangue e da pressão arterial, além de reduzir a imunidade. Ela orienta a adotar rotinas regulares, evitar café, energéticos, álcool e o uso do celular à noite, além de preparar um ambiente propício ao sono.

Caso após a adoção dessas medidas o problema persista, Andrade recomenda procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o paciente pode ser encaminhado a atendimentos especializados, como o no Ambulatório do Sono. “Dormir bem muda o dia. E, com o tempo, muda a saúde inteira”, conclui a médica.