Da redação do Conectado ao Poder

O candidato a deputado distrital Professor Francelino (PSB) foi entrevistado no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, pelo jornalista Sandro Gianelli, e relatou a interferência da pandemia nos cursos preparatórios de concursos públicos, disse do meio digital para a continuação dos cursos, citou a atuação de professores que estão em parlamentos em prol dos concurseiros, além de defender uma reforma na educação e mencionar suas bandeiras de defesa.
Como a pandemia interferiu no setor dos cursos preparatórios para concursos públicos?
Nós tínhamos, aqui em Brasília, um mercado forte de cursos preparatórios presenciais e com a pandemia, não existiam aulas e alguns cursos presenciais não estavam preparados para isso. Em 2018, nós tínhamos pelo menos 10 cursos preparatórios espalhados pelo DF e hoje só temos apenas 2.
Como ficaram os cursos no meio digital?
Os cursos on-line, que já eram grandes, potencializaram mais, só que a economia do DF cai, porque as contratações abaixam. Por exemplo, a lanchonete que tinha ao lado de um curso, não tem mais a demanda que antes tinha.
O trabalho no on-line é bem valorizado?
Aqueles que fazem um bom trabalho já há muito tempo, no on-line continuaram com a mesma dedicação, possuem uma boa remuneração, porque a procura é grande, então, consequentemente, a abrangência aumentou.
Como é a sua atuação?
Eu faço de forma independente, mas existem os cursos em que eu também trabalho, como o Estratégia Concursos. Assim, você tem a possibilidade de trabalhar com cursos grandes, mas também de fazer a sua carreira.
Existem professores dentro dos parlamentos, como o Professor Israel e Reginaldo Veras. Como você percebe a atuação deles em prol dos concurseiros?
O trabalho do Professor Israel foi bom. Ele fez um trabalho voltado para a Lei Geral dos Concursos Públicos, o que deu uma segurança, permitiu, por exemplo, que a gente tenha concurso público no DF com 90 dias. Além disso, depois da publicação do edital do concurso, nada do que for alterado nas legislações posteriores, pode ser cobrado em concurso, então tem uma série de incrementos que foram inseridos a partir da Lei, mas ela precisa ser aprimorada, que é justamente uma das minhas propostas.
Você acha que está na hora da educação no Brasil mudar?
Precisamos de uma reforma na educação. Com os avanços sociais, nós criamos a possibilidade de vencer na vida por meio da educação e muitos atingiram isso, mas estão desempregados e é algo que tem que ser revisto. Nossos indicadores educacionais são muito baixos, a gente precisa melhorar eles. É inadmissível que um país como o Brasil não tenha um Prêmio Nobel de nada. Mais do que comemorar um campeonato (de futebol), nós temos que ir atrás de um Nobel da educação, temos capacidade.
Brasília tem potencial de crescimento na área da tecnologia da informação?
Dá para ganhar muito dinheiro com isso. As cadeias produtivas precisam de incentivo e o governo tem que estar alinhado a isso.
Quais são as suas principais bandeiras?
Além da educação, vejo que podemos fazer um estilo de Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) para a saúde, mandando dinheiro para UBS, para não faltar seringa, esparadrapo, medicamento e com isso o diretor da unidade vai resolver o problema de forma fácil. Mobilidade urbana é um foco meu também, criando uma ligação do cartão do metrô com as bicicletas públicas, o que melhoraria também a qualidade de vida das pessoas.
Confira a entrevista:




