Da redação
O Brasil busca ampliar sua produção e inovação em terras raras, insumos essenciais para tecnologias cotidianas e para a transição energética. O tema foi destaque em workshop do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) realizado recentemente, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), durante a atualização do estudo nacional sobre o setor.
O evento reuniu especialistas, pesquisadores e representantes de instituições para revisar cenários, identificar desafios e propor estratégias de fortalecimento da cadeia produtiva. O diretor do Departamento de Programas de Inovação do MCTI, Osório Coelho, declarou que a atualização do estudo reflete o avanço da agenda de minerais estratégicos e a crescente relevância das terras raras para a soberania tecnológica.
Osório Coelho ressaltou que os desafios no setor vão além da extração, destacando a importância de avançar nas etapas de refino, separação e desenvolvimento de produtos tecnológicos. Segundo ele, “o estudo é fundamental para orientar políticas mais integradas”, visando agregar maior valor à produção nacional.
A iniciativa amplia o trabalho realizado desde 2013, quando o CGEE, a pedido do MCTI, estruturou um estudo com análise global e definição de prioridades industriais para o setor. Agora, a atualização considera as recentes disputas internacionais por recursos críticos e o ritmo acelerado da transição energética, conforme discutido durante o workshop.
No encontro, os participantes analisaram temas como cenário internacional, prioridades nacionais e a elaboração de um novo plano estratégico para 2026-2040. Também foram debatidas etapas críticas da cadeia, do beneficiamento mineral ao desenvolvimento industrial, além de sustentabilidade e economia circular.
As chamadas terras raras abrangem 17 elementos químicos de propriedades magnéticas, ópticas e eletrônicas únicas. Apesar do nome, não são escassas na natureza, mas o seu processamento é complexo. O estudo nacional anterior indicou a predominância da China na produção mundial e recomendou ampliar o mapeamento de reservas brasileiras, capacitação de especialistas e integração entre pesquisa, indústria e inovação.






