Da redação
O MDB entrou oficialmente na disputa pelo posto de vice na chapa de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A movimentação ocorre diante do enfraquecimento do PSD no estado, após recentes articulações de Gilberto Kassab, atual líder da sigla. O cargo de vice-governador é ocupado hoje por Felício Ramuth (PSD). A questão foi debatida em reunião nesta segunda-feira (9), na prefeitura da capital, com a presença de Baleia Rossi (presidente nacional do MDB), Rodrigo Arenas (estadual), Enrico Masasi (municipal) e o prefeito Ricardo Nunes.
Na tarde do mesmo dia, Baleia Rossi chegou a se reunir com Tarcísio para tratar do cenário eleitoral, e membros do MDB cogitam Rossi como alternativa de vice. No entanto, há receio de que a indicação possa enfraquecê-lo dentro do partido, sobretudo na bancada do Congresso, que prefere manter laços com Lula (PT). Como alternativa, dirigentes passaram a considerar o convite para Felício Ramuth migrar ao MDB, mantendo-o na vice.
A movimentação do MDB em São Paulo repete a estratégia de outros partidos do centrão, como PP e Republicanos, que negociam simultaneamente com o bloco de Jair Bolsonaro (PL) e com a campanha de Lula. Internamente, o MDB paulista resiste ao retorno de uma aliança nacional com o PT, ainda que a cúpula petista veja com bons olhos a participação do partido numa eventual composição com Lula.
A disputa pela vice também envolve o PL, que apresentou o nome de André do Prado (presidente da Alesp), e o PP, que sugere o ex-secretário Guilherme Derrite. Tarcísio afirmou, na última sexta-feira, que a decisão será tomada em conjunto com todos os aliados: “A gente vai tomar essa decisão lá na frente, a gente vai tomar essa decisão em conjunto”, declarou.
O quadro se complica ainda mais com a saída iminente de Simone Tebet do MDB. A ministra do Planejamento deve transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, projetando candidatura ao Senado ou governo paulista, dependendo do cenário das alianças.








