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MDB governista espera convite explícito do presidente sobre vaga de vice

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Da redação

Representantes da ala governista do MDB aguardam uma sinalização clara do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de o partido ocupar a vaga de vice na chapa presidencial em 2026. Nesta semana, a hipótese de substituição de Geraldo Alckmin (PSB) por um nome do MDB ganhou força nos bastidores políticos. Durante conversa com João Campos, presidente do PSB, Lula não garantiu a permanência de Alckmin como vice, aumentando as especulações.

Caciques do MDB afirmam que Lula sondou a possibilidade de uma coligação formal com o partido em nível nacional, mesmo com parte da legenda ainda ligada à direita e ao bolsonarismo. Um importante dirigente do MDB, sob reserva, declarou ao PlatôBR que é necessário ir além das especulações e ter um convite oficial do presidente para convencer os diretórios estaduais da legenda.

O emedebista lembrou que o MDB já enfrentou desafio semelhante em 2010, ao compor a chapa de Dilma Rousseff (PT) com Michel Temer como vice, sugerindo que a legenda pode novamente formar maioria para apoiar o PT. No entanto, ressaltou que sem a garantia da vaga de vice, não há ambiente para formalizar uma aliança nacional com Lula.

A direção do MDB minimiza possíveis entraves em São Paulo, onde o partido mantém aliança com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário do PT. O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, defende manter a parceria com Tarcísio. Atualmente, 16 diretórios estaduais do MDB são contra apoiar Lula, enquanto 11 são favoráveis.

Senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ministro Renan Filho (Transportes) respaldam a necessidade de um chamado explícito de Lula para que a discussão avance internamente. Diante do cenário dividido, o MDB ainda considera se manter neutro na disputa presidencial, deixando os estados livres para decidir seus apoios.