Da redação
A médica Tábita Nunes Marcolino Jorge, 36 anos, aplicou 300 ml de PMMA nos glúteos e coxa da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, 48, na segunda-feira, 25, em uma clínica na zona sul de São Paulo. O procedimento integra investigação da Polícia Civil após a morte de Roseli, registrada na terça-feira, 26.
Segundo depoimento da médica, foram usadas cem seringas de 3 ml cada e havia previsão de novo procedimento nos quadris um dia depois, pois Roseli atingira o limite de 300 ml permitido em uma aplicação. Tábita afirmou que o teto pode ser superado em diferentes dias e áreas do corpo, conforme relatou.
Uma secretária declarou que o procedimento custou R$ 54.410, pagos via Pix, e o aluguel da sala foi de R$ 1.500. Era a primeira vez que o local era utilizado pela médica, que atua em Goiânia e em São Paulo. A aplicação teria durado 2h30 e incluiu anestesia diluída em soro.
Na manhã do dia seguinte, Roseli relatou dores, mal-estar, fraqueza e taquicardia. Tábita pediu que ela retornasse à clínica, mas Roseli perdeu a consciência durante o trajeto em um carro de aplicativo. A médica fez reanimação na recepção e equipe do Samu confirmou o óbito. Não há laudo que comprove a relação direta com o procedimento, segundo a defesa de Tábita.
A médica informou possuir pós-graduação em dermatologia, mas sem residência na área, e atendeu Roseli após contato inicial pelo Instagram e WhatsApp. Tábita declarou que realiza procedimentos não cirúrgicos há seis anos e foi a primeira vez que uma paciente teve complicações. Roseli era moradora do Mato Grosso do Sul e foi a São Paulo para o procedimento.
O Conselho Federal de Medicina, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica posicionam-se contra o uso de PMMA para fins estéticos e solicitaram banimento à Anvisa. A agência, porém, autoriza o uso apenas para razões corretivas e reparadoras, sob indicação médica, e não para aumento estético de volume.




