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Mendonça e Kassio atuam no Senado para diminuir resistência a Messias, indicado de Lula ao STF


Da redação

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo André Mendonça e Kassio Nunes Marques — ambos indicados por Jair Bolsonaro (PL) — atuam para convencer senadores a aprovarem a indicação de Jorge Messias para a cadeira vaga na Corte. Eles têm mantido conversas frequentes com parlamentares da oposição, visando arrefecer a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A indicação de Messias, atual advogado-geral da União, foi anunciada há mais de quatro meses, em 20 de novembro, mas só nesta quarta-feira (1º) o presidente Lula (PT) enviou oficialmente o nome ao Senado. O atraso ocorreu devido às articulações políticas necessárias, já que Alcolumbre defendia Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo. Segundo interlocutores, Messias já conversou com 75 dos 81 senadores e pretende reforçar os contatos nos próximos dias.

Os ministros do STF argumentam que, com dez membros, o tribunal corre risco de empates e sobrecarga nos gabinetes, além de processos parados desde a saída de Luís Roberto Barroso em outubro. Mendes, Nunes Marques, Mendonça e Zanin têm buscado apoio junto a senadores, destacando o perfil de Messias, evangélico, com trânsito político e boa relação tanto com governistas quanto com parte da oposição.

A avaliação interna é de que o ambiente para Messias está mais favorável do que o enfrentado por Mendonça em 2021, quando sua sabatina dependia da decisão de Alcolumbre e houve mais de quatro meses de espera. Agora, integrantes do STF apostam que o tempo e o diálogo jogaram a favor de Messias, que demonstra otimismo quanto à sua aprovação.

Apesar da atuação intensa nos bastidores, Alcolumbre ainda não marcou a data da sabatina e mantém discrição sobre o tema. Messias afirma que não deve ser penalizado por eventuais desgastes entre o Senado e o governo, e segue dialogando com parlamentares para consolidar o apoio necessário para a aprovação no plenário, onde são exigidos 41 votos.