Da redação
O ministro André Mendonça foi sorteado para relatar o processo envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal, após a saída de Dias Toffoli do caso na noite de quinta-feira, 12. Toffoli deixou a relatoria após novas descobertas da Polícia Federal, que revelaram sua sociedade em uma empresa que negociou participações com um fundo ligado ao Banco Master. O ministro também apareceu em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
As investigações ampliaram a tensão no Congresso e intensificaram a crise em torno do caso. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), acompanha o desenrolar da situação, enquanto a oposição se prepara para apresentar pedidos de impeachment contra Toffoli. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que, após o Carnaval, irá pedir a quebra de sigilo e convocação de envolvidos no escândalo.
O presidente Lula busca manter distância do caso para evitar impactos negativos em sua campanha à reeleição e por ter sido o responsável pela indicação de Toffoli ao STF em 2009.
Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou por unanimidade o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula, rejeitando ações dos partidos Novo e Missão por não identificar campanha antecipada.
No cenário político, a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa de Lula está ameaçada após acenos do petista para PSD e MDB. O PSB trabalha para garantir Alckmin na disputa, mas o MDB aguarda convite formal e negocia uma possível aliança, visando ampliar a base governista. Enquanto isso, o Brasil manteve avaliação ruim no Índice de Percepção da Corrupção de 2024, ocupando a 107ª posição entre 182 países, com apenas 35 pontos de 100, e recebe como recomendação da Transparência Internacional que o STF adote um código de conduta, em meio à crise do Banco Master.








