Da redação
O mercado financeiro tem buscado interlocutores da equipe de Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal ao Palácio do Planalto, para obter informações sobre possíveis indicados à presidência da Petrobras. O interesse surge em meio à alta do preço do petróleo, acima de 100 dólares, e a discussões sobre eventuais mudanças na política de preços de combustíveis e no pagamento de dividendos da estatal, caso Bolsonaro seja eleito.
Analistas que acompanham a Petrobras apontam que a nova fronteira de exploração na Margem Equatorial, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, pode ampliar a geração de caixa da empresa. Eles avaliam que uma gestão com perfil mais favorável ao mercado tende a impulsionar o valor das ações e aumentar as expectativas de distribuição de dividendos.
Durante o governo Jair Bolsonaro, a Petrobras destacou-se como uma das maiores pagadoras de dividendos no mercado global e adotou uma política de preços focada em geração de caixa. Essa diretriz só foi alterada ao final do mandato, quando houve tentativa de reduzir os preços dos combustíveis para favorecer a candidatura à reeleição do então presidente.
Entre os nomes citados como potenciais indicados à presidência da Petrobras estão os economistas Adriano Pires e Adolfo Sachsida, além do engenheiro Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo. Segundo membros da equipe de Flávio Bolsonaro, não há pressa para a definição e o candidato pretende ouvir seus principais interlocutores da área econômica antes de tomar uma decisão.




