Da redação
O Brasil deverá enfrentar inflação mais alta em 2026 e 2027, o que deve limitar o ciclo de corte de juros promovido pelo Banco Central. A conclusão decorre dos dados divulgados nesta segunda-feira, 20, pela própria autoridade monetária.
De acordo com o relatório de mercado Focus, a projeção mediana para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) aumentou de 4,71% para 4,80% em 2026, e de 3,91% para 3,99% em 2027. Com o avanço da inflação, os analistas também esperam juros mais elevados nos próximos anos.
Para o fim deste ano, a expectativa para a taxa básica de juros passou de 12,5% para 13%. Para 2025, a projeção subiu de 10,50% para 11%. Segundo o relatório, as pressões inflacionárias decorrem do conflito no Oriente Médio, que encarece o petróleo, combustíveis e fertilizantes, provocando efeito de alta nos preços do IPCA.
No Brasil, como o transporte de produtos depende majoritariamente de caminhões, o aumento do preço do diesel eleva o valor do frete e, consequentemente, das mercadorias e serviços. Esse efeito cascata impacta toda a economia nacional.
A inflação persistente pressiona a diretoria do Banco Central, atualmente comandada pelo presidente Gabriel Galípolo, a adotar uma postura mais cautelosa em relação à redução dos juros.






