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Meta processa brasileiros por deepfakes em produtos de saúde


Da redação

A Meta anunciou nesta quinta-feira, 26, que entrou com ações judiciais contra pessoas e empresas do Brasil, China e Vietnã, acusadas de utilizar imagens e vozes adulteradas de figuras públicas para veicular anúncios enganosos em suas plataformas, Facebook e Instagram.

Segundo a empresa, no Brasil, os processados são acusados de explorar o uso de “deepfakes” de personalidades renomadas para enganar consumidores. Essas adulterações simulam depoimentos e recomendações de produtos de saúde, como medicamentos e tratamentos, sem o conhecimento dos envolvidos.

Os anúncios falsos, criados com tecnologia de inteligência artificial, buscavam dar legitimidade a produtos e atraíam usuários por meio de campanhas que circulavam amplamente nas redes sociais. A Meta informou que o objetivo das ações judiciais é coibir essas práticas fraudulentas e proteger tanto os usuários quanto as pessoas públicas envolvidas.

A empresa não detalhou a quantidade de contas nem identificou quais personalidades foram vítimas das manipulações. Contudo, reforçou que seus sistemas estão sendo aprimorados para detectar e remover conteúdos enganadores de forma mais eficiente.

A Meta ressaltou ainda seu compromisso em combater o uso de deepfakes para fins ilícitos e defendeu a necessidade de intensificar a colaboração global para enfrentar os desafios da segurança digital e da desinformação.