Da redação
Micael Amorim de Macedo, de 26 anos, faleceu em 2022 durante uma cerimônia espiritual realizada em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Segundo relatos de familiares e participantes, o jovem passou mal ainda no templo improvisado e, mesmo socorrido, não resistiu aos procedimentos de emergência. O evento reuniu dezenas de pessoas em busca de cura e conforto espiritual e abalou a comunidade local.
A cerimônia tinha caráter informal e misturava práticas espirituais afro-brasileiras e de outras tradições de cura, sem autorização formal de entidade religiosa regulamentada. O episódio reacendeu discussões sobre segurança em celebrações que envolvem verbena, cânticos e a eventual utilização de substâncias naturais para induzir estados alterados de consciência.
Em São Sebastião, rituais do tipo ocorrem tanto em terreiros tradicionais quanto em espaços improvisados, onde há menor controle sanitário e pouca infraestrutura de segurança. Especialistas ressaltam que a ausência de profissionais de saúde ou de procedimentos de primeiros socorros nesses encontros aumenta o risco de incidentes graves.
Com o crescimento de eventos esotéricos e alternativos na cidade, autoridades municipais estudam regras mais rigorosas para locais de culto e terapias holísticas, envolvendo limites de público, salubridade e capacitação dos organizadores. Até o momento, não há legislação específica que aborde celebrações espirituais sem vínculo institucional.
Após a morte de Micael, familiares e amigos lançaram uma campanha para conscientizar grupos sobre a importância da presença de profissionais de saúde em rituais terapêuticos. Pesquisadores e líderes religiosos defendem protocolos preventivos e mecanismos de controle do uso de substâncias naturais, visando evitar novas tragédias em eventos do gênero.





