Da redação
A publicação de áudios, documentos e mensagens nesta quarta-feira, 13, trouxe Flávio Bolsonaro para o centro do escândalo envolvendo o banco Master. O caso mobilizou aliados de Michelle Bolsonaro, que passaram a cogitar seu nome para a disputa presidencial de 2026 como possível substituta do enteado.
Aliados próximos da ex-primeira-dama a procuraram para prepará-la diante da possibilidade de assumir protagonismo na chapa da direita. Segundo fontes ligadas ao grupo bolsonarista, a reportagem que aponta a cobrança de Flávio a Daniel Vorcaro para patrocinar um filme sobre Jair Bolsonaro pode comprometer os planos eleitorais do senador.
O núcleo mais conservador da família defende que Michelle Bolsonaro assuma imediatamente a candidatura principal do campo bolsonarista para a próxima eleição. Um dos argumentos apresentados ressalta o fato de que a ex-primeira-dama não mantém boa relação com Flávio e nunca declarou publicamente apoio ao projeto eleitoral decidido por Jair Bolsonaro.
No Congresso Nacional, parlamentares alinhados ao campo conservador passaram a considerar Michelle como nome natural para disputar o Planalto em 2026. Parte desse grupo antes apostava em Tarcísio de Freitas, mas a permanência do governador de São Paulo no cargo inviabilizou sua candidatura, o que fortaleceu a viabilidade do nome de Michelle.
As discussões sobre a substituição de Flávio intensificaram-se após a divulgação das mensagens pela imprensa, colocando em xeque a continuidade do senador como principal representante do grupo. A escolha de um novo nome tornou-se prioridade entre os aliados do ex-presidente diante das repercussões do escândalo.
A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que houve apenas um pedido de patrocínio a Daniel Vorcaro, realizado antes do início das investigações e das prisões relacionadas ao caso, sem oferecimento de contrapartidas, vantagens pessoais ou interferência institucional.







