Da redação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, em vídeo publicado nesta quarta-feira (26), que foi alvo de “ataques gratuitos e covardes” de pessoas que se dizem leais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração veio após o episódio envolvendo a prisão do ex-presidente na superintendência da Polícia Federal, em decorrência da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.
No vídeo, Michelle relatou que, após a prisão de Jair Bolsonaro, passou a ser criticada por influenciadores que se identificam como bolsonaristas. Segundo ela, esses ataques partiram até de pessoas que vivem nos Estados Unidos e que “comandavam” a campanha de críticas, sem, no entanto, citar nomes diretamente em sua fala.
A ex-primeira-dama fez menção, porém, a influenciadores nos Estados Unidos como Paulo Figueiredo, Alan dos Santos e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que já haviam feito críticas públicas a ela anteriormente. Michelle ainda pontuou não entender o motivo dos ataques, já que, segundo afirmou, apenas cumpria o que teria sido solicitado por Jair Bolsonaro.
Além das críticas externas, Michelle revelou ter sido “desrespeitada” e “humilhada” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma ligação telefônica. O incidente teria ocorrido após ela se opor à articulação do PL no Ceará para uma eventual aliança com Ciro Gomes (PDT) já no primeiro turno das eleições estaduais.
Michelle enfatizou sua atuação como presidente nacional do PL Mulher, destacando que viajou o país, montou diretorias nos 27 estados e Distrito Federal, e ajudou a eleger 1.005 mulheres em 2024. Ela negou pressão por candidaturas ou exigência de pedidos de desculpas e afirmou que o conflito com Flávio se originou por questões de “respeito e consideração”.
O episódio revela divergências no campo bolsonarista quanto à estratégia eleitoral para as eleições de 2026 no Ceará. Recentemente, Michelle declarou apoio público ao senador Eduardo Girão e posicionou-se contrária a alianças com Ciro Gomes no primeiro turno, defendendo a discussão desse tema apenas para um eventual segundo turno.





