Da redação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi internada em um hospital de Brasília para a realização de exames após sofrer, há mais de dez dias, de enxaquecas intensas, conforme relatou em suas redes sociais. Durante o período de internação, a equipe médica solicitou exames, entre eles uma ressonância magnética.
A situação levou a um desdobramento jurídico, já que Michelle atua como cuidadora do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A defesa do ex-presidente solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização para que Geovanna Kathleen Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle, pudesse cuidar de Bolsonaro e da filha Laura. Moraes autorizou a substituição apenas pelo tempo de internação da ex-primeira-dama.
A ausência de Michelle também teve impacto político, ao impedi-la de estar presente no evento de lançamento da candidatura da deputada Bia Kicis (PL-DF). Durante a ocasião, Kicis anunciou que Michelle será pré-candidata ao Senado pelo Partido Liberal do Distrito Federal, mudança que ocorreu menos de 24 horas após a ex-primeira-dama afirmar que ainda estava indecisa sobre participar da disputa eleitoral.
Em mensagem, Michelle agradeceu orações e elogiou Kicis por “não fugir das batalhas difíceis” e por defender princípios compartilhados. Com a definição da chapa formada por Michelle e Bia Kicis, o grupo político conta ainda com a ex-governadora Celina Leão. De acordo com dirigentes do partido, a expectativa é de que Michelle e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareçam ao evento partidário em Brasília.





