Da redação
Nem o bom desempenho nas pesquisas, nem a recente internação de Jair Bolsonaro em Brasília foram suficientes para reaproximar Michelle e Flávio Bolsonaro. Aliados relatam um clima de resistência da ex-primeira-dama, que tem demonstrado desconforto com atitudes do enteado.
O mal-estar entre os dois intensificou-se após Michelle ter sido publicamente desautorizada, em dezembro, ao criticar a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará. O episódio evidenciou fissuras e levou Michelle a se distanciar da pré-campanha de Flávio, a ponto de Eduardo Bolsonaro cobrar publicamente maior engajamento da madrasta.
A tensão aumentou com a recente investida do PL no Ceará, marcada por novos sinais de aproximação entre Flávio e Ciro. Michelle interpretou esse movimento como mais uma provocação direta. Flávio esteve no estado para anunciar a aliança com o tucano.
Como resposta, Michelle compartilhou um vídeo do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) com críticas a Ciro Gomes. Ela não perdoa declarações em que Ciro chamou Jair Bolsonaro de “ladrão” em entrevistas replicadas nas redes sociais.
Internamente, Michelle também teria reprovado a “animação excessiva” de Flávio durante evento em Rondônia, que viralizou quando Bolsonaro estava na UTI. A ex-primeira-dama tem se dedicado a acompanhar o tratamento do marido. Pela internet, ela ainda compartilhou vídeo de uma apoiadora com ataques a jornalistas que cobrem a internação. Após a repercussão, repórteres registraram boletins de ocorrência por ameaças recebidas de apoiadores do ex-presidente.







