Início Mundo Milei atribui onda anti-Argentina a ataque da esquerda global e oposição interna

Milei atribui onda anti-Argentina a ataque da esquerda global e oposição interna


Da redação

O presidente da Argentina, Javier Milei, publicou diversos conteúdos em sua conta no X sobre a onda de hostilidade contra o país, inclusive nesta quarta-feira (22). Entre as postagens, Milei compartilhou análises que atribuem à oposição argentina um papel central no fenômeno, segundo publicações de apoiadores e de figuras ligadas ao governo.

O escritor e ultradireitista Agustín Laje, citado por Milei com a resposta “absolutamente correto”, afirmou que a oposição “validou o ‘wokismo’ que hoje nos acusa de racismo” e “fomentou o ódio contra Messi”. Laje responsabilizou o kirchnerismo, principal força política de esquerda, por alimentar falsas acusações, como a de que a seleção argentina venceu partidas graças à arbitragem e à Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Segundo Alejandro Fargosi, deputado e membro do partido de Milei, existe uma tentativa de impedir a retomada do crescimento da Argentina, mas ele afirma que, desta vez, será frustrada: “Não é a primeira vez que tentam, mas agora Javier Milei governa e vai ser a primeira vez que fracassarão”. Ainda conforme Fargosi, o discurso de Milei em Davos alertou para uma campanha global contra o país, classificada como “mais uma escalada antiocidental”.

Celebridades internacionais também se manifestaram. O ator Samuel Leroy Jackson afirmou em suas redes sociais que “Argentina é, historicamente, um dos países mais racistas do mundo, se não o mais racista”. A cantora espanhola Rosalía se envolveu na polêmica ao compartilhar vídeo com críticas ao país e depois pediu desculpas, dizendo que não havia lido a mensagem original.