"Minha visão de mundo está arruinada": criador de clássico FPS se assustou ao descobrir que equipe de Expedition 33 é composta por novatos


Da redação

Clair Obscur: Expedition 33, desenvolvido pela Sandfall Interactive, tornou-se o jogo mais premiado da história, surpreendendo até veteranos da indústria. Um dos que demonstraram espanto foi Adrian Chmielarz, criador da franquia Painkiller, que destacou o inesperado alto padrão de qualidade atingido por uma equipe predominantemente composta de novatos.

Em entrevista ao Gamesindustry.biz, Chmielarz relatou seu choque ao descobrir que o estúdio francês, com pouco mais de 30 integrantes na equipe principal e vários iniciantes na indústria, alcançou resultados comparáveis a grandes produções AAA. “Minha visão de mundo está arruinada, e eu não sei o que fazer”, afirmou o desenvolvedor.

Chmielarz comparou o time da Sandfall Interactive ao do Witchfire, seu novo FPS de dark fantasy, ressaltando que ambos contam com cerca de 30 integrantes e terceirização de parte do trabalho. “Os créditos finais de Expedition 33 duram de 10 a 15 minutos, mas a equipe principal tem cerca de 30 pessoas, metade das quais são novas. Esse é o maior mistério dos jogos atualmente”, declarou.

Segundo Chmielarz, o segredo está nas escolhas inteligentes de design. Ele destacou que, enquanto todos os personagens principais têm rostos animados, 99% dos inimigos não possuem esse detalhe, economizando tempo e recursos. Outro ponto foi o uso de cenas cinematográficas “teatrais”, em que os personagens não interagem com o cenário, facilitando a produção.

Clair Obscur: Expedition 33 não surpreende apenas críticos e desenvolvedores. O próprio diretor do jogo, Guillaume Broche, admitiu surpresa tanto com a dificuldade de determinados chefes quanto com a criatividade dos jogadores para superá-los.