Da redação
Durante missão oficial na Índia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou neste sábado (21/2), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para fabricação nacional de medicamentos oncológicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os acordos, firmados no Fórum Empresarial Brasil-Índia em Nova Delhi, preveem investimento de até R$ 722 milhões no primeiro ano e podem alcançar R$ 10 bilhões em 10 anos, utilizando o poder de compra do Estado para aquisição de pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe.
Esses fármacos são indicados para tratamento de câncer de mama, pele e leucemias. A medida faz parte da estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com foco em transferência de tecnologia, produção nacional e ampliação do acesso a terapias de alta complexidade no SUS. Os acordos envolvem laboratórios públicos, como a Bahiafarma e a Fundação para o Remédio Popular (FURP), empresas nacionais, como Bionovis S.A. e Nortec Química S.A., e indianos, como Dr. Reddy’s Laboratories Ltda. e Biocon Biologics do Brasil Ltda.
Lula ressaltou a parceria histórica entre Brasil e Índia pela equidade no acesso a medicamentos e soberania sanitária, citando também acordos da Fiocruz para produção de vacinas contra tuberculose e medicamentos para doenças negligenciadas e raras. Padilha afirmou que as PDPs ampliarão o acesso a medicamentos modernos, principalmente para mulheres com câncer, além de gerar emprego e renda no país.
Em complemento às PDPs, Padilha assinou termo aditivo ao Memorando de Entendimento entre Brasil e Índia, prorrogando por cinco anos a cooperação em saúde, abrangendo medicamentos, vacinas, insumos, inovação, saúde digital, telessaúde, inteligência artificial e intercâmbio em oncologia, diabetes e doenças cardiovasculares.
A Fiocruz ampliou sua atuação com dois memorandos de entendimento com indianos: um com a Biocon Pharma, para transferência de tecnologia em tratamentos de doenças raras, câncer e imunossupressores, e outro com a Lupin, para desenvolvimento de remédios contra doenças infecciosas negligenciadas, como tuberculose e doença de Chagas. Ambos são conduzidos pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz).





