Da redação
O Ministério das Comunicações abriu uma investigação administrativa para apurar declarações transfóbicas feitas pelo apresentador Ratinho, do SBT, contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL). A análise será conduzida pela Secretaria de Radiodifusão (Serad), que reforçou seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento da legislação.
Durante seu programa no SBT, exibido ao vivo na quarta-feira (11), Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton como presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Câmara dos Deputados, tornando-se a primeira deputada trans a ocupar o cargo. Em sua fala, o apresentador afirmou não considerar justo que uma mulher trans represente as mulheres e defendeu que o posto deveria ser destinado a uma “mulher de verdade”, alegando que mulheres deveriam ter útero, menstruar e “ficar chatas por alguns dias”.
Na quinta-feira (12), Erika Hilton informou que ingressou com processo contra Ratinho, acusando-o de transfobia e misoginia. Em publicação na rede social X, ela criticou as falas do apresentador, ressaltando que ele reforçou que mulheres trans não seriam mulheres, assim como aquelas que não menstruam, não têm útero ou filhos.
Na segunda-feira (16), Ratinho se manifestou em seu programa, alegando estar sendo atacado por expressar apenas uma opinião.
Além disso, na sexta-feira (13), o Ministério Público Federal moveu ação civil pública contra Ratinho e o SBT, pleiteando indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. Assinada pelo procurador Enrico Rodrigues de Freitas, a ação, solicitada por Erika Hilton, pede também que o SBT adote medidas preventivas, de autorregulamentação e fiscalização para evitar novas ofensas à comunidade LGBTQIA+.







