Início Brasil Ministro Alexandre de Moraes reafirma posição contra sanções e milícias nos EUA

Ministro Alexandre de Moraes reafirma posição contra sanções e milícias nos EUA

Da redação do Conectado ao Poder

Durante a abertura do Judiciário, Moraes classificou ações contra ele como tentativas de desestabilizar a democracia brasileira.

Sem citar nomes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, classificou como uma “organização criminosa” aqueles que, com ações similares a milícias, buscam aplicar sanções contra ele e o Brasil nos Estados Unidos. A declaração foi feita durante a sessão de abertura do segundo semestre do Judiciário, na última sexta-feira, 1º de agosto.

O ministro, que é relator das ações penais relacionadas à tentativa de golpe que visou interferir na posse do presidente eleito em 2022, denunciou ameaças a familiares de ministros e ações que prejudicam o País em benefício de interesses pessoais, como a interrupção do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mesmo frente à aplicação da Lei Magnitsky, que lhe impôs sanções, e da suspensão de vistos de ministros do STF e de suas famílias, Moraes se posicionou firme. Ele afirmou que “qualquer sanção aplicada a ele, seja de origem externa ou interna, não irá afetar o devido processo legal em relação aos réus acusados de tentar um golpe de Estado”.

A posição de Moraes é clara: “Engana-se essa organização criminosa ao esperar que a permanente continuidade dessa torpe coação possa gerar uma covarde rendição dos poderes constituídos brasileiros”. O ministro enfatizou a inalterabilidade do rito processual do STF, garantindo que não será adiantado ou atrasado em função de pressões externas.

Além disso, Moraes assegurou que não só o núcleo de Bolsonaro, mas outros 31 réus serão julgados no segundo semestre, como uma resposta à sociedade sobre os responsáveis pela tentativa de golpe. “Este relator vai ignorar as sanções aplicadas e vai continuar os julgamentos”, reafirmou.

Com isso, Moraes mostra resistência e determinação em seguir com os processos em curso, destacando a importância da autonomia judicial diante de ameaças e manobras externas.