Início Distrito Federal Ministro Dario Durigan responsabiliza Ibaneis Rocha por crise do BRB e fala...

Ministro Dario Durigan responsabiliza Ibaneis Rocha por crise do BRB e fala em prisão


Da redação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pode ser preso em razão das investigações ligadas à crise financeira do Banco de Brasília (BRB). A declaração foi feita durante comentários sobre as negociações envolvendo a instituição financeira.

Durigan afirmou que a origem dos problemas do BRB é “criminal”. Segundo o ministro, “o ex-presidente do banco BRB está preso, o ex-governador está investigado e possivelmente será preso também em razão do que temos visto aparecer sobre isso”. As investigações seguem em andamento pelas autoridades competentes.

O ministro relatou que houve a tentativa, durante uma ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal, de transferir para a União os custos relacionados à situação do BRB. Essa proposta, conforme declarado por Durigan, foi rejeitada pelo governo federal. “Foi pedido na ação do Supremo que a União, ou seja, todo o país, pagasse a conta do BRB. O que eu disse que era inadmissível”, ressaltou.

Segundo Durigan, o prejuízo para o Governo do Distrito Federal está consolidado. O ministro apontou que a principal discussão agora é sobre a capacidade de recuperação do banco. Ele destacou que, até o momento, não houve definição acerca de um eventual processo de liquidação da instituição.

Ainda conforme Dario Durigan, os passivos do BRB permanecem sob responsabilidade do Governo do Distrito Federal. Ele afirmou: “O problema foi gerado por um ex-governador do DF e deve ser resolvido pelo próprio GDF. Resta saber se o banco vai quebrar, ser liquidado ou se o GDF vai encontrar um caminho para recuperar o banco”.

Durante as negociações, uma das condições foi a elaboração de um plano de recuperação para o BRB. O ministro explicou que tanto o banco quanto o GDF deverão apresentar como pretendem restabelecer o equilíbrio financeiro, sem recorrer a recursos da União. O termo de conciliação firmado expressa essa exigência de reequilíbrio financeiro local.