Da redação
O ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado, anunciou nesta quarta-feira, 21, sua desfiliação do Partido Liberal (PL). Em carta publicada nas redes sociais, Machado afirmou que continuará concorrendo a uma vaga no Senado por Pernambuco, mas ainda não revelou a nova legenda pela qual disputará as eleições. Segundo ele, a saída do PL se deve à falta de apoio da direção estadual do partido.
Conforme apuração do Estadão, o PL enfrentava uma disputa interna entre o presidente estadual da sigla, Anderson Ferreira, e Gilson Machado, para definir o candidato ao Senado. Com a saída de Machado, Anderson Ferreira deve ser confirmado como o nome do partido para a disputa em Pernambuco.
Na mensagem, Machado afirmou: “Continuo sendo o nome defendido pelo presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém, não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão”. O ex-ministro também informou que sua decisão não pôde ser comunicada pessoalmente a Bolsonaro devido a restrições de deslocamento, mas que o senador Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro foram informados.
Gilson Machado foi preso preventivamente pela Polícia Federal em junho do ano passado, acusado de tentar obter um passaporte português para o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid. Ele negou as acusações e foi liberado no mesmo dia, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que impôs medidas cautelares ao ex-ministro.
Com trajetória ligada ao bolsonarismo, Machado destacou em sua carta: “Troco de partido, mas não de lado”. O ex-ministro, sanfoneiro e ex-presidente da Embratur, afirmou que seguirá alinhado aos valores defendidos por Jair Bolsonaro.






