Da redação
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de assédio sexual por duas mulheres, recebeu alta do hospital DF Star, onde estava internado desde 5 de fevereiro. Apesar de ainda estar sob atestado médico válido por 90 dias, seu afastamento do cargo foi determinado pelo plenário da corte em sessão secreta na semana passada, não por motivos de saúde.
O cardiologista Fabricio Silva afirmou que Buzzi foi hospitalizado após sentir palpitações e dor no peito. No dia 9, o ministro informou a colegas, via WhatsApp, que estava “sob acompanhamento cardíaco e emocional”. Não há confirmação oficial do hospital sobre a data da alta, mas pessoas próximas dizem que ele está em casa desde ao menos sexta-feira, sendo acompanhado por médicos.
Buzzi é alvo de sindicância administrativa no STJ, que pode resultar em aposentadoria compulsória, e de investigação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), com possibilidade de prisão em caso de condenação. As acusações incluem importunação sexual a uma jovem de 18 anos no litoral de Santa Catarina e assédio a uma servidora terceirizada no gabinete do ministro.
O plenário do STJ considerou relevante o fato de um dos casos ter ocorrido dentro do tribunal para decidir pelo afastamento. Na sessão, o ministro Francisco Falcão, presidente da comissão de sindicância, leu partes dos depoimentos das supostas vítimas. A votação final sobre o futuro de Buzzi está marcada para 10 de março.
A defesa de Buzzi nega qualquer ato impróprio e expressou “respeitosa indignação” com o afastamento, criticando o vazamento de informações que, segundo os advogados, busca “constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões”. A defesa informou ainda que contraprovas estão sendo reunidas para análise dos fatos.






