Da redação
O relatório da sindicância interna do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o ministro Marco Buzzi recomendou, nesta sexta-feira (10), a abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) por suspeitas de importunação sexual. O documento foi encaminhado a todos os ministros da corte, que decidirão sobre o andamento ou arquivamento do caso em sessão marcada para a próxima terça-feira (14).
Buzzi nega as acusações. Em março, sua defesa afirmou que ele “não cometeu qualquer ato impróprio” e que provas estavam sendo reunidas para uma “análise serena e racional dos fatos”, confiando no arquivamento da investigação. Procurada novamente nesta sexta-feira, a defesa ainda não respondeu.
O relatório rejeitou pedidos da defesa para anular o processo, recomendou a manutenção do afastamento de Buzzi e o envio do material ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, orientou a preservação das imagens dos corredores do sétimo andar do STJ, local de uma das denúncias feitas por uma ex-funcionária. Há também relato de uma jovem, filha de amigos do ministro, que afirmou ter sido agarrada durante um banho de mar em Santa Catarina.
A sindicância foi conduzida pelos ministros Raul Araújo, Antônio Carlos Ferreira e Francisco Falcão, que substituiu Isabel Gallotti após esta se declarar impedida. Os ministros receberam também memoriais das defesas do ministro e das duas denunciantes.
Na sessão de terça-feira (14), o STJ avaliará se abre o PAD. Caso isso ocorra, Buzzi poderá ser alvo de aposentadoria compulsória, decisão que exige pelo menos 22 votos entre os 33 ministros da corte. Paralelamente, o caso tramita no STF, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, após manifestação favorável da PGR à abertura de inquérito sobre a conduta do magistrado.






