Da redação
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) próximos a Dias Toffoli afirmam ter se sentido traídos após o vazamento do conteúdo de reuniões sigilosas da Corte. As conversas, ocorridas a portas fechadas na quinta-feira, 12, tiveram trechos divulgados pelo site Poder360, que atribuiu a gravação a Toffoli. O ministro, contudo, negou ser o responsável pelo registro.
Em diálogo com a coluna, um ministro aliado de Toffoli avaliou que, se comprovada, a gravação constituiria um “mau passo” do colega. A desconfiança dos ministros, mesmo entre os mais simpáticos a Toffoli, aumentou porque ele participou das duas reuniões cujos conteúdos vazaram.
O primeiro encontro, iniciado às 13h30, contou apenas com os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e o próprio Toffoli. Já a segunda reunião, por volta das 16h30, teve a presença de todos os ministros e decidiu o afastamento de um colega do caso Master.
Durante o segundo encontro, André Mendonça e Luiz Fux participaram virtualmente, enquanto os demais estavam juntos no STF. A videoconferência utilizou apenas três computadores e, conforme relato de um ministro, um técnico esteve brevemente conectado apenas para preparar o sistema, deixando a chamada antes do início da reunião. Não houve gravação ou acompanhamento externo.
A suspeita sobre Toffoli se intensificou porque, segundo relato de um ministro, o material divulgado pelo Poder360 expôs apenas falas positivas sobre ele, embora, nas reuniões, tenham sido feitas também críticas ao ministro.








