Da redação
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) espera que o presidente da corte, Edson Fachin, não paute para julgamento a ação desengavetada por Alexandre de Moraes sobre acordos de delação premiada. Ministrtos avaliam que a análise do processo, apresentado pelo PT em 2021, poderia interromper a delação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e prejudicar ainda mais a imagem do STF.
O julgamento da ação, relatoria de Moraes, pode alterar significativamente as regras das delações premiadas no país, restringindo acordos e aumentando a possibilidade de anulação de provas. Moraes já liberou o processo para plenário, mas a apreciação depende de decisão de Fachin.
A delação de Vorcaro pode envolver o próprio Moraes, já que a mulher do ministro manteve, por meio de seu escritório de advocacia, ao menos um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.
Na segunda-feira (13), o senador Eduardo Girão afirmou em tribuna que a retomada da ação no momento em que se discute uma possível delação de Vorcaro indica “um movimento, no mínimo, suspeito”.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (14), Alexandre de Moraes é o ministro mais conhecido do STF e o terceiro pior avaliado, atrás de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O levantamento aponta que 75% dos entrevistados consideram que os ministros têm poder em excesso, e 55% acreditam que eles estão envolvidos no caso Master.






