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Ministros do STF usam citações e metáforas durante julgamento que envolve Alexandre de Moraes


Da redação

Os ministros do Supremo Tribunal Federal discutiram temas como máfia italiana, Nasa e até citações ao comediante Fábio Porchat durante julgamento que pode tornar o ministro Alexandre de Moraes investigado. A sessão foi conduzida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que enfatizou: “O País olha para esta Corte. A história também olhará para este momento”.

Durante a sessão, Kassio Nunes Marques deixou o plenário e Dias Toffoli decidiu não votar, mas permaneceu para acompanhar os debates. Gilmar Mendes e Flávio Dino pediram apartes para questionar o julgamento e a relatoria de Fachin, que defendeu o posicionamento do Supremo. Gilmar Mendes comparou a decisão de André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, ao afastamento do “presidente da Nasa” e criticou a medida: “Qualquer cidadão que tenha um mínimo de noção do que significa a Polícia Federal não faria afastamento de um diretor-geral da Polícia”.

Mendes ainda criticou investigações sobre o Banco Master e o vazamento seletivo de informações, afirmando: “Já disse isso em outro momento: até a máfia tem ética. É preciso ter decência, não se comportar desta forma”. Flávio Dino citou vídeo de Fábio Porchat para ironizar a quantidade de ofícios enviados a Fachin em meio à crise no Tribunal. Segundo levantamento, 30 mensagens foram encaminhadas à Presidência da Corte nas últimas duas semanas.

Em sua fala, Gilmar Mendes retomou críticas à Operação Lava Jato e à condução da 7ª Vara do Rio de Janeiro, utilizando expressões como “é de corar frade de pedra”. O ministro também mencionou que há uma “evidente condução político-eleitoral” nas ações em análise e classificou como “aprendizes de feiticeiro” aqueles que, conforme disse, tentaram envolver o tribunal no contexto eleitoral.