Da redação
O Instituto Nacional de Estatística de Moçambique (INE) vai realizar, pela primeira vez, o recenseamento digital da população, com o objetivo de simplificar e modernizar a atualização cadastral. A informação foi confirmada pela presidente do INE, Mónica Magaua, em entrevista à ONU News, em Nova Iorque, durante a 57ª sessão da Comissão Estatística da ONU.
Segundo Magaua, o Quinto Recenseamento Geral da População e Habitação está previsto para o próximo ano e marcará a transição do uso do papel para um sistema totalmente digital. Ela destacou que este é um requisito tanto da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (Sadc) quanto da União Africana, para possibilitar comparações entre países e garantir avanços na integração regional.
A presidente do INE explicou que a digitalização do processo permitirá que os dados sejam disponibilizados em um quarto do tempo atualmente necessário. “Antes, levava dois anos para se ter os resultados. Agora, é isso que a gente espera, que até seis meses já se tenha resultados”, afirmou Magaua.
Apesar dos benefícios, Magaua reconheceu os desafios de implementar o recenseamento digital em um país com grande disparidade de acesso à internet, principalmente em zonas rurais. Segundo ela, essas limitações estão sendo consideradas no planejamento da operação para assegurar que o processo seja o mais eficiente possível.
A representante sublinhou ainda a importância da participação de Moçambique em fóruns internacionais, que validam as novas ferramentas estatísticas e promovem a comparabilidade de dados. Durante a reunião, foram discutidas práticas com parceiros lusófonos, como Brasil, Cabo Verde e Portugal.






