Início Distrito Federal Moradores do DF estão em busca de uma rotina mais segura nas...

Moradores do DF estão em busca de uma rotina mais segura nas ruas


Da redação

Mesmo com a redução dos crimes contra o patrimônio no Distrito Federal, a sensação de insegurança ainda faz parte da rotina dos moradores. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF mostram que o roubo a transeunte caiu 14,9% em 2025 em relação a 2024. Já o roubo em transporte coletivo teve queda ainda maior, de 51,5%. Apesar dos índices positivos, o medo ainda determina hábitos e limita o uso de espaços públicos.

A secretária do lar Liliane Costa Nogueira, 34 anos, moradora do Sol Nascente, conta que foi vítima de assaltos em duas ocasiões enquanto ia para o trabalho. “Por incrível que pareça, eram dois garotos, os dois menores de idade”, relata sobre o primeiro crime, ocorrido pela manhã. O segundo assalto, dois anos depois, foi ainda mais violento. “Colocaram um objeto pontudo na região do meu pescoço e tomaram meu celular que estava dentro da mochila. O mais impressionante é que, pouco tempo antes, o rapaz estava no mesmo ônibus que eu”, conta.

Após o segundo episódio, Liliane precisou mudar o horário de trabalho para se sentir mais segura. No entanto, afirma que a sensação de insegurança persiste. “A gente sai de casa com medo”, diz. Ela também destaca o impacto do medo no lazer familiar. “Mudaria bastante poder dar uma volta com os filhos, ter um domingo de lazer no parque ou ir a uma sorveteria sem aquela sensação de que vai ser assaltada.”

A advogada Crystyna Lessa, 57 anos, da Asa Norte, também alterou rotinas após um episódio de violência em 2024. Ela conta que interveio em uma situação envolvendo um casal consumindo drogas e quase foi agredida. “O rapaz veio para cima de mim e a minha primeira arma foi o grito”, relata. A ação do zelador e de moradores evitou a agressão.

Crystyna também descreve outro caso marcante na vizinhança, quando uma mulher foi agredida sem motivo após sair da academia. Desde então, ela evita sair à noite e só vai ao mercado de carro. “Tenho receio de não ter ninguém na rua e acontecer alguma coisa”, explica.