Da redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que Jair Bolsonaro preste depoimento presencialmente à Polícia Civil do Distrito Federal na próxima terça-feira, 23, às 15h, em Brasília. O ex-presidente é investigado pela apreensão de uma arma nove milímetros no último dia 16 durante uma blitz policial.
A arma, de propriedade de Bolsonaro, foi encontrada sob posse de um de seus seguranças durante abordagem em Brasília. Após o registro, autoridades instauraram inquérito para apurar as circunstâncias do episódio. Conforme informações apuradas, Bolsonaro atualmente cumpre pena de prisão domiciliar.
A polícia havia solicitado ao ministro Alexandre de Moraes a autorização para ouvir Bolsonaro por videoconferência na quarta-feira, 24. Contudo, Moraes determinou que o depoimento ocorra de forma presencial, antecipando a oitiva para terça-feira, 23, na residência onde o ex-presidente está.
O local do depoimento será a casa de Bolsonaro, situada em um condomínio no bairro Jardim Botânico, área nobre de Brasília, onde permanece sob custódia da Justiça. Todo procedimento será acompanhado por equipe policial e observando medidas de segurança previamente estabelecidas.
Moraes também determinou que a defesa nomeie um profissional de saúde qualificado para acompanhar Bolsonaro durante o procedimento. Inicialmente, os advogados do ex-presidente indicaram Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas a escolha foi rejeitada pelo ministro.
Segundo entendimento do Supremo, Eduardo Torres não possui a qualificação necessária para monitorar o quadro de saúde do ex-presidente, que enfrenta episódios de soluços e complicações relacionados à facada sofrida em 2018 durante a campanha eleitoral. Bolsonaro responde judicialmente e o processo segue em tramitação.





