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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro esclarecer pistola apreendida com sargento do Exército


Da redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, em até 24 horas, sobre a apreensão de uma pistola atribuída a ele. A arma foi encontrada com um militar do Exército durante uma blitz em Taguatinga, no Distrito Federal, na noite de segunda-feira (15).

Segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal, a abordagem foi realizada na madrugada de segunda-feira (15), na DF-001, e envolveu um militar que conduzia um veículo oficial. Durante a vistoria, além da arma institucional, foi localizada uma segunda arma de fogo no interior do veículo, sem documentação apresentada pelo sargento abordado.

O militar, identificado como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou aos policiais que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o depoimento, ele estaria com a arma para realizar um reparo, pois o equipamento apresentava uma “pane que aparentava ser de fácil solução”. Segundo o sargento, a pistola havia sido retirada na segunda-feira e seria devolvida no dia seguinte.

Diante da ausência do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), o militar foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento e foi liberado posteriormente. A identificação da propriedade, origem e regularidade da arma ficará a cargo dos órgãos responsáveis pela investigação do caso.

O ministro Alexandre de Moraes questionou por que o ex-presidente mantinha a pistola em casa durante o período de prisão domiciliar e por qual motivo teria solicitado reparo no armamento. A defesa de Bolsonaro tem prazo de 24 horas para apresentação das respostas ao Supremo Tribunal Federal.

Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O Gabinete de Segurança Institucional esclareceu que não realiza a segurança de ex-presidentes e que servidores colocados à disposição deles são de livre indicação, conforme legislação e regulamentação vigente.