Da redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 13, a prisão definitiva dos sete integrantes do “núcleo 3” da trama golpista que tentou manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições de 2022. O grupo, formado por militares conhecidos como “kids pretos” e um agente da Polícia Federal, foi condenado por planejar o sequestro e assassinato de Moraes, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ordem foi emitida após o trânsito em julgado do processo e a rejeição de todos os recursos. No dia 25 do mês passado, a Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, as penas atribuídas aos sete envolvidos. Com a publicação do acórdão nesta semana, Moraes expediu os mandados de prisão, já cumpridos e comunicados ao tribunal.
Três réus que estavam em liberdade foram capturados: o coronel Bernardo Romão Correa Netto, levado ao Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília; o coronel Fabrício Moreira de Bastos, encaminhado ao 22º Batalhão do Exército, em Palmas; e o tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, conduzido ao 1º Batalhão do Exército, no Rio de Janeiro. Os demais já estavam detidos preventivamente e todos cumprem pena em regime fechado.
As penas variam de 16 a 24 anos. Entre os condenados estão os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima (24 anos), Rafael Martins de Oliveira (21 anos), Rodrigo Bezerra de Azevedo (21 anos), Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (17 anos); os coronéis Bernardo Romão Correa Netto (17 anos) e Fabrício Moreira de Bastos (16 anos); além do agente da PF, Wladimir Matos Soares (21 anos).
A Procuradoria-Geral da República destacou que esse núcleo foi responsável pelas ações mais violentas do grupo, incluindo, segundo mensagens encontradas pela investigação, um plano para “matar meio mundo” visando garantir a permanência de Bolsonaro no poder. Moraes afirmou que, de forma fundamentada, o julgamento reconheceu a existência de uma organização criminosa armada liderada por Bolsonaro, atuante entre julho de 2021 e 8 de janeiro de 2023. Outros dois militares, condenados a penas menores, farão o cumprimento em regime aberto e não deverão perder a patente.






